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Reprodução da revista Era Nova, 1922

Amelinha Theorga

Amélia Theorga Ayres
Parahyba (atual João Pessoa), s.d. – s.d. (década de 1980)

Pintora. Nos anos 1920-1930, manteve atelier na cidade atuando como uma das primeiras artistas mulheres. Em 1924, participou com suas paisagens e  ao lado dos artistas Frederico Falcão, Voltaire D’Alva, Pinto Serrano e Olívio Pinto, do Salon Filippéa (Academia de Comércio), certamente, o primeiro grande evento do gênero e que teve ampla repercussão nos jornais locais. Na verdade, estes artistas não se uniram apenas para mostrar suas 118  pinturas, mas sim para um ato de desagravo contra a obra pictórica de Joaquim do Rego Monteiro, mostrada três meses antes no hall do jornal A União. OSalon contou com a presença do Dr. Solon de Lucena, então Presidente da Província, inclusive adquirindo algumas obras. Amelinha Theorga era sempre festejada na revista Era Nova, com textos de articulistas como Wanda Novaes, Carlos Dias Fernandes, Peryllo D’Oliveira e Carlos Rubens.

“O que affirmo com segurança é que a talentosa pintora de quem agora me occupo, é presentemente um dos mais bellos talentos que a Parahyba possui na arte de Murillo e Raphael. O seu nome já transpoz as fronteiras parahybanas, para resoar na capital do paíz e isto constitue o attestado mais inconcuso do seu valor. E se a Parahyba, a exemplo de muitos outros Estados, lhe concedesse uma subvenção para o aperfeiçoamento dos seus estudos, no Rio, poderia estar certa de que a intelligente pintora patrícia saberia lhe dar, em troca deste merecido auxílo, um título de glória imorredoira. “ (Peryllo D’Oliveira, Era Nova, nº 49, 23/08/1923)

fonte: [Memórias do olhar, Raul Córdula, Linha d’Água, João Pessoa; edições da revista Era Nova, 1921-1924]

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