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Foto de Gustavo Moura

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Fazenda Acauã, Aparecida-PB. Foto de Gustavo Moura, 2001

Ariano Suassuna

Ariano Vilar Suassuna
João Pessoa-PB, 1927 – Recife-PE, 2014

Poeta, dramaturgo, romancista e artista plástico. Em 1928, seu pai, João Suassuna, deixa o governo da Paraíba e a família passa a morar no sertão, na Fazenda Acauã (Aparecida-PB). Com a Revolução de 30, seu pai foi assassinado por motivos políticos no Rio de Janeiro e a família mudou-se para Taperoá-PB, onde morou de 1933 a 1937. Nessa cidade, Ariano fez seus estudos e assistiu pela primeira vez a uma peça de mamulengos e um desafio de viola, cujo caráter de “improvisação” seria também uma das marcas registradas da sua produção teatral. A partir de 1942 passou a viver no Recife, onde concluiu, em 1945, os estudos secundários no Ginásio Pernambucano e no Colégio Osvaldo Cruz. No ano seguinte iniciou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho. Em 1947 escreveu sua primeira peça, Uma mulher vestida de sol. Em 1948, sua peça Cantam as harpas de Sião (ou O desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Em 1950 formou-se na Faculdade de Direito de Recife e recebeu o Prêmio Martins Pena pelo Auto de João da Cruz. Para curar-se de doença pulmonar, viu-se obrigado a se mudar novamente para Taperoá. Lá escreveu e montou a peça Torturas de um coração em 1951. Em 1952 volta a residir em Recife. Deste ano a 1956, dedicou-se à advocacia, sem abandonar, porém, a atividade teatral. São desta época O castigo da soberba (1953), O rico avarento (1954) e o Auto da compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”. Em 1956 abandonou a advocacia e torna-se professor de Estética na UFPE. No ano seguinte foi encenada a peça O casamento suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O santo e a porca; em 1958, foi encenada a peça O homem da vaca e o poder da fortuna; em 1959, A pena e a lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro. Em 1959, em companhia de Hermilo Borba Filho, fundou o Teatro Popular do Nordeste, que montou em seguida a Farsa da boa preguiça (1960) e A caseira e a Catarina (1962). Em 1976, defende a tese de livre-docência A onça castanha e a Ilha Brasil: uma reflexão sobre a cultura brasileira (UFPE). Iniciou em 1970 oMovimento Armorial, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais, lançado em Recife, com o concerto Três séculos de música nordestina – do Barroco ao Armorial e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998). Entre 1958-79, dedicou-se também à prosa de ficção, publicando o Romance d’A pedra do reino e o Príncipe do sangue do vai-e-volta (1971) e História d’O rei degolado nas caatingas do sertão/Ao sol da onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”. Ariano Suassuna construiu em São José do Belmonte-PE, onde ocorre a cavalgada inspirada no Romance d’A pedra do reino, um santuário ao ar livre constituído de 16 esculturas de pedra, com 3,50m de altura cada, dispostas em círculo, representando o sagrado e o profano. Doutor Honoris Causa da UFRN (2000). Em 2004, com o apoio da ABL, a Trinca Filmes produziu um documentário intituladoO Sertão: mundo de Ariano Suassuna, dirigido por Douglas Machado. Em 1990 é eleito para a Academia Brasileira de Letras. Em 2007, o cineasta paraibano Marcus Vilar realizou o documentário de longa-metragem, O senhor do castelo, sobre Ariano Suassuna. Atualmente, é Secretário de Cultura de Pernambuco (2007-2010).

fonte: [ http://www.arianosuassuna.com.br]

Uma mulher vestida de Sol, (1947); Cantam as harpas de Sião ou O desertor de Princesa, (1948); Os homens de barro, (1949); Auto de João da Cruz, (1950); Torturas de um coração, (1951); O arco desolado, (1952); O castigo da soberba, (1953); O Rico Avarento, (1954); Auto da Compadecida, (1955); O casamento suspeitoso, (1957); O santo e a porca, (1957); O homem da vaca e o poder da fortuna, (1958); A pena e a lei, (1959); Farsa da boa preguiça, (1960); A Caseira e a Catarina, (1962); As conchambranças de Quaderna, (1987); Fernando e Isaura, (1956)”inédito até 1994″

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