Ariel Farias

Ariel Alexandre Farias
Recife-PE, 1911 – João Pessoa-PB, 1995.

Fotógrafo. De família pobre, Ariel recebeu ajuda do casal pernambucano Correia e Ribeiro de Brito para realizar seus estudos na Escola de Artes e Ofícios em Recife, onde aprendeu escultura e modelagem com o professor Gilberto Reis. A primeira câmera fotográfica que o jovem Ariel, então com 17 anos, teve a oportunidade de operar era uma Tac-Tec francesa, do amigo Antonio de Souza Brasil. Dois anos depois consegue seu primeiro contrato como fotogravador, confeccionando clichês para o jornal Pequeno, passando logo em seguida a executar as mesmas tarefas para jornais de maior porte como o Diário da Manhã e Diário da Tarde. Em 1930 chega a João Pessoa para dirigir o serviço de clichérie do jornal A União, trazido por influência de Eduardo Stuckert. N’A União, substitui Walfredo Rodríguez e trabalha para o Governo da Paraíba por vinte anos. Em seguida se dedica exclusivamente à fotografia, abrindo um foto que marcou época na vida da cidade – Foto Condor –, instalado em 1938 na rua Miguel Couto. Sua experiência de jornal o levou a adquirir um apurado senso jornalístico e mercadológico. Para atrair centenas de pessoas, que diariamente se postavam de frente ao Foto Condor, em 1955-56, Ariel criou uma espécie de jornal mural onde expunha sua “produção fotojornalística”. Os crimes da semana eram relatados através de fotografias legendadas, além de fenômenos bizarros da natureza – bezerro de duas cabeças, carneiro com cara de gente, galinha com três pés, fibroma de 56 quilos retirado de uma mulher etc. –, que Ariel procurava descobrir e fotografar. Como fotógrafo free-lancer do jornal O Norte, aproveitava as mesmas fotografias que fazia para o diário e as expunha no seu jornal mural que, logo depois, extrapolou sua área de ação à porta do Foto Condor sendo exibido como atração circense noutras cidades, sobretudo do interior, numa espécie de arena com lona e cobrando a entrada ao preço de 5 mil réis. O “circo fotográfico” de Ariel chegou a ser instalado na Praça da Bandeira, no Rio, e Praça da Sé, em São Paulo.

fonte: [Fotografia na Paraíba, Bertrand Lira, Ed. Universitária, João Pessoa, 1997]

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