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Arquivo O Cruzeiro, 1959

Assis Chateaubriand

Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo
Umbuzeiro-PB, 1892 – São Paulo-SP, 1968.

Jornalista, empresário, colecionador, mecenas, advogado, político e diplomata. Em 1913, forma-se pela Faculdade de Direito do Recife, da qual mais tarde é também professor. Ainda estudante, colabora com vários jornais de Pernambuco. Muda-se em 1917 para o Rio de Janeiro, onde atua como advogado e jornalista. Em 1924 adquire o periódico carioca O Jornal (a primeira empresa dos Diários e Emissoras Associados, então a maior rede de comunicações do Brasil, formada por diversos jornais, revistas, emissoras de rádio e televisão e uma agência de notícias). No mesmo ano, aproxima-se dos modernistas, escrevendo artigos sobre Tarsila do Amaral e Lasar Segall, e acompanha o escritor futurista italiano Filippo Marinetti em sua viagem no Brasil. Em 1928 lança O Cruzeiro, um sucesso editorial e uma das mais importantes revistas do país. Ao longo do ano de 1929, o Diário de São Paulo, um de seus jornais, edita semanalmente a Revista de antropofagia – Segunda dentição, publicação modernista coordenada por Geraldo Ferraz, da qual participavam Oswald de Andrade, Raul Bopp, Oswaldo Costa, Tarsila do Amaral e Patrícia Galvão. Em meados da década de 30, são colaboradores dos Diários Associados, Ismael Nery, Cândido Portinari, Aldo Bonadei, Anita Malfatti e Di Cavalcanti. Admirador de Portinari, coleciona diversas obras do artista. Em 1943 solicita-lhe a produção de uma série de murais inspirados na música popular brasileira para a Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, e, em 1944, de uma série bíblica para a Rádio Tupi, de São Paulo. Ao visitar uma mostra de pintura italiana organizada pelo Ministério da Educação (Rio de Janeiro, 1946), conhece omarchand, crítico de arte e jornalista italiano Pietro Maria Bardi, adquire dele quatro obras e o convida para dirigir o museu de arte que planeja fundar em São Paulo. No mesmo ano, orientado por Bardi, parte para a Europa e traz consigo um conjunto de obras italianas para o acervo do museu. Estas viagens se repetem muitas vezes, realizadas pelo jornalista ou por Bardi que avalia e seleciona as obras. Aproveitando o momento favorável do mercado, com muitas ofertas devido ao final recente da Segunda Guerra Mundial, obtém em poucos anos uma grande quantidade de obras. Para as compras, solicita pessoalmente doações a empresários e famílias da alta sociedade paulistana, muitas vezes pressionando-os com o seu poder de empresário da área de comunicações. Mobiliza os Diários Associados, firmando acordos de financiamento em troca de publicidade em seus jornais e revistas. Dessa forma, consolida uma das mais expressivas coleções de arte internacional da América Latina. O Museu de Arte de São Paulo-MASP é inaugurado na sede dos Diários Associados (02/10/1947). Para projetar o interior do museu, convida a arquiteta Lina Bo Bardi, que mais tarde, em 1956, faz o projeto da nova sede do museu, na avenida Paulista. Em julho de 1950 realiza uma segunda inauguração do MASP, que conta com a presença do presidente Gaspar Dutra e do empresário norte-americano Nelson Rockefeller. Um de seus empreendimentos, a TV Tupi, primeira emissora brasileira, vai ao ar em 1950. Em 1951 é eleito senador pela Paraíba, e em 1954, elege-se senador pelo Maranhão. Renuncia em 1957 para assumir a Embaixada do Brasil na Inglaterra, até 1960. Com a morte de Getúlio Vargas, candidata-se à vaga deixada pelo ex-presidente na Academia Brasileira de Letras (1954).

fonte: [http://www.itaucultural.org.br]

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