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Foto de Roberto Coura
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Da série Cabeças, terracota, 85x35x45cm, 2007

Chico Ferreira

Francisco Ferreira de Andrade
Catolé do Rocha-PB, 1957. Vive e trabalha em João Pessoa.

Pintor e ceramista. Graduação em Comunicação Social (UFPB). Em 1990 participou do workshop Brasil-Alemanha (Funesc, João Pessoa), resultando numa exposição itinerante pelas principais cidades do Brasil. Após este período realizou projetos junto ao Instituto Cultural Dragão do Mar (Fortaleza-CE), Sebrae (João Pessoa) e Centro de Artes Visuais Tambiá-CAVT (João Pessoa, 1994-98), ministrando oficinas de cerâmica. Realizou exposições e intervenções urbanas no Brasil, França (Marselha) e Espanha (Madri). Em 2006 lançou o catálogo Chico Ferreira (FMC/Funjope, edição 2006), com apresentação de William Costa.

“Ao longo de sua trajetória profissional, que inclui intervenções urbanas polêmicas, como Em respeito à vida, exposições de pinturas, a exemplo de O prato é porco, e mostras de esculturas, entre as quais se destaca A caminho do cabo, Chico Ferreira busca construir um sentido para a vida, e traduzi-lo através da arte, tendo como parâmetro a complexa relação do homem com a natureza. A arte de Chico Ferreira, portanto, dá continuidade a uma das mais esplendorosas, antigas e escrupulosas tradições artísticas, a dos Gregos ou Helenos, para quem arte não existe por si mesma, é necessidade associada à existência da cidade e do homem (eu diria também da natureza), tendo como função unir o belo ao útil, por considerar como belo tudo o que é útil, bom e verdadeiro. Há ainda um ideal de paz, justiça e liberdade na arte de Chico Ferreira, daí seus questionamentos políticos, sua aflição existencial, que o identificam, também, como artista comprometido com os problemas sociais (entre eles a devastação da natureza e a desigualdade econômica) do seu tempo. Da natureza e da cidade ele recolhe os temas que o inspiram e as matérias-primas de que necessita. Ao empregar ferro-velho e argila na confecção de objetos de arte, Chico Ferreira faz uma crítica devastadora ao desperdício na sociedade de consumo, alertando, ao mesmo tempo, para o necessário valor que se deve dar ao elemento natural. Desse amálgama nasce uma arte cuja proposta, consciente e consistente, defende o progresso sem negligenciar a sustentabilidade, o que resulta em qualidade de vida.”

“A pintura de Chico Ferreira também segue um padrão ancestral legado à posteridade através de registros perpetuados no meio ambiente da região onde ele nasceu, ou seja, a arte rupestre nordestina. Sua expressão pictórica apresenta um colorido essencial onde cada tonalidade é aplicada com sobriedade e equilíbrio, gerando um diálogo de cores que se pauta pela harmonia. Animalista, Chico reproduz em suas telas sua alimária onírica e a exótica fauna sertaneja em formas quase sempre em movimento – ritmo e leveza são adjetivos que se coadunam bem na conceituação da pintura do artista. Trata-se de uma pintura narrativa rejuvenescida, sensível e alegre, com suave concessão aos fundamentos (manchas, por exemplo) da arte contemporânea.” (…)

“O ser, o ter e o estar não são apenas verbos de difícil conjugação na vida real de Chico Ferreira, mas se concretizam enquanto preocupações permanentes do artista, traduzindo-se, também, como a verdadeira força-motriz que o impele a continuar criando e vivendo, a despeito do que digam de sua arte ou do destino que dêem aos objetos, esculturas ou telas que nascem da sua inspiração e transpiração.” (William Costa, escritor e jornalista)

fonte: [http://www.chicoferreirabr.com.br]

Chico Ferreira (FMC/Funjope, edição 2006)

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