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Foto de Dyógenes Chaves, 2009
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Da série Coração, mista sobre tela, 100x120cm, 1991

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Da série Coração, acrílica sobre tela, 120x120cm, 1993. Acervo Funesc

Chico Pereira

Francisco Pereira da Silva Júnior
Campina Grande-PB, 1944. Vive e trabalha em João Pessoa.

Artista plástico e professor (Depto. de Artes Visuais/UFPB). Estudos básicos na Escola de Artes (Campina Grande). Participa ativamente de movimentos culturais na Paraíba desde o início dos anos 1960, quando, junto aos artistas Eládio Barbosa e Anacleto Elói, criou o grupo Equipe 3, em Campina Grande. Exposições: Bienal Nacional da Bahia (Salvador, 1968); XVI Bienal Internacional de São Paulo eBienal Internacional de Valparaíso (Chile, 1986); I Salão MAM-Bahia(Salvador, 1994); e, de inúmeras mostras coletivas e individuais no Brasil e no exterior. Atua nas áreas de museologia, arte-educação, história da arte, semiótica e artes gráficas, em que publicou livros e ensaios. Ocupou diversas funções e cargos: Diretor do Museu de Arte Assis Chateaubriand-MAAC (Campina Grande, 1969-74); fundador e coordenador do Núcleo de Arte Contemporânea da UFPB; Vice-presidente do Conselho Estadual de Cultura; Pró-Reitor Adjunto de Assuntos Comunitários e coordenador de Extensão Cultural da UFPB; Subsecretário de Cultura da Paraíba; membro da Sociedade Brasileira de Educação Através da Arte; do Conselho Internacional de Museologia; da Associação Internacional de Artes Plásticas (AIAP/UNESCO); da Associação Brasileira de Críticos de Arte-ABCA; de júri de seleção e de premiação em diversos salões de arte no Brasil; presidente da Associação Cultural Le Hors-Là/Paraíba, de intercâmbio Brasil-França.

“A trajetória de Chico Pereira se enquadra na dicotomia entre permanência e morte, sem compromissos que não sejam as suas próprias vontades e escolhas. É um artista ‘infiel’ a si mesmo, sem pudor de fazer o que quer e sem pensar no proveito material que poderia lhe trazer uma ‘fidelização’ ao mercado, já que é senhor do saber e das técnicas artísticas. Na exposição, Conexões desconexas(Usina Cultural Energisa, 2009), o próprio título já afirma o caráter do seu fazer artístico, em que cada evento (ou obra) simboliza uma ideia a respeito de algumas coisas que decodificada abrirá a mente do espectador para suas próprias ideias sobre o que vê. Cada obra é a chave para o território da percepção quando a arte deixa de ser um mero objeto contemplativo para ser o Outro Ser que se inicia a partir dele, sem perder em nenhum momento a poesia, condição indispensável para uma obra artística. Situações estéticas que não pretendem se esclarecer através da beleza, mas problematizá-la. Essas Desconexõesentre as obras é apenas uma aparência porque, no conjunto, elas são convergentes quando pertencem à cultura geral do nosso tempo. Representam a materialização de ideias que o artista extrai da sua visão do mundo e que ela pode ser compartilhada. Afinal, não é essa a função do artista?” (Amélia Couto, artista e museóloga pernambucana)

“Chico Pereira não é um artista ‘comercial’ que busca os holofotes nas colunas sociais. Melhor seria vê-lo como misto de Dom Quixote e Sancho Pança, embora qualquer definição que a ele se atribua seja de fato insuficiente. Chico é um homem de mil instrumentos: aquele que atua em várias frentes – da diversidade de linguagens à profusão de suportes – e para quem tudo se torna campo de ação e objeto de investigação. Meios e técnicas não determinam sua prática artística, Chico Pereira revela-se um colecionador de lembranças arquivadas aleatoriamente durante décadas e reconstituídas artisticamente como um quebra-cabeça.” (Dyógenes Chaves, ABCA/AICA)

fonte: [informações do artista; outros catálogos]

Bienal Nacional da Bahia (Salvador, 1968); XVI Bienal Internacional de São Paulo eBienal Internacional de Valparaíso (Chile, 1986); I Salão MAM-Bahia(Salvador, 1994)

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