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Foto de Chico Pereira, São Paulo, 1968

Eládio Barbosa

Eládio de Almeida Barbosa
Cerro-Corá-RN, 1944 – Natal-RN, 1992.

Artista plástico. Graduação em Engenharia Civil (UFPB). Em 1967, cria em Campina Grande, o grupo Equipe 3, com Chico Pereira e Anacleto Elói, que passa a movimentar a cidade com ações de vanguarda hapennings e obras coletivas até então inéditas na cidade. Entre dezembro de 1967 e fevereiro de 68, com o Equipe 3, realizou uma viagem “de caráter artístico-cultural que possibilitaria uma melhor compreensão da arte brasileira e internacional”, visitando a II Bienal Nacional da Bahia, o Salão de Belas Artes de Belo Horizonte, as cidades coloniais de Minas Gerais, os Salões de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de Brasília, e a Bienal de São Paulo. Entre 1966 e 68, participou da I Bienal Nacional de Bahia, III Salão de Arte Moderna do Distrito Federal, IX Bienal de São Paulo, Salão Esso de Artistas Jovens. Com o Equipe 3, realizou várias mostras, com destaque para Expressão coletiva, na galeria do MAAC (Campina Grande, 1968).

“Eládio tem ideias próprias sobre o compromisso do artista: ‘O compromisso tem que ser primeiramente, para com a própria Arte no sentido de se conseguir o melhor. Creio que este deve ser o raciocínio fundamental de toda pessoa que deseja fazer arte.’ Ele considera que a mensagem será atingida totalmente se o artista se preocupar em fazer obras realmente ótimas. Quanto às subdivisões impostas pelos teóricos à Arte, Eládio admite que quase todas elas são, de fato teóricas. Cita o exemplo das terminologias ‘dirigida’, ‘engajada’, ‘alienada’ etc., como produtos dessa teorização que ao invés de refletir uma unificação, provoca conseqüências menos felizes: ‘Muitos pseudo-artistas encontram nessas subdivisões uma chance de dizer aquilo que não está ao seu alcance! Daí o fracasso e a confusão.’ Por outro lado, Eládio Barbosa sustenta que Arte e Política são diversas e a mistura dos dois processos culturais advém de fenômenos provocados pela falsa informação. Admite, entretanto, que o artista sofre as influências emanadas do ambiente social. O resultado, qualquer que seja, deverá ser universal visto que a Arte é um processo de total universalização.” (Machado Bitencourt, cineasta e jornalista, 1967)

fonte: [Os anos 60, Raul Córdula e Chico Pereira, Funarte/UFPB, 1979]

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