img079
Foto de Dyógenes Chaves, 2008

Falves Silva

Francisco Alves da Silva
Cacimba de Dentro-PB, 1943. Vive e trabalha em Natal desde 1953.

Artista visual. Autodidata. Até os dez anos teve uma vida itinerante entre o Rio Grande do Norte e a Paraíba. Passou a residir no Alto do Juruá (hoje Petrópolis), em Natal. A partir de 1957 começou a trabalhar na Tipografia Galhardo, e fez curso por correspondência (Instituto Rádio Monitor), onde aprendeu a desenvolver sua arte ao longo dos últimos 40 anos. Amante do cinema, faz parte dos movimentos culturais de Natal desde os anos 1960, sendo um dos fundadores do Cine Clube Tirol (1961). Realizou sua primeira exposição na galeria de arte da Praça André de Albuquerque em 1966, apadrinhado pelos poetas Ney Leandro de Castro e Dailor Varela, sob os auspícios da Secretaria de Cultura do Município. Com essa exposição, chamou atenção das elites intelectuais, também pelo tema inusitado: foi a primeira exposição erótica do Rio Grande do Norte. A partir de 1967 participou do contexto cultural da cidade, através do movimento do poema processo, ao lado de Moacyr Cirne, Anchieta Fernandes, Dailor Varela, Ney Leandro de Castro, J. Medeiros, Marcos Silva, entre outros. Na década de 1970 incorporou-se à arte-correio [Mail Art], outro segmento da vanguarda, de origem internacional, participando de exposições em vários países. Tem sua obra publicada em livros, jornais e revistas de vanguarda da Europa. Desde 1967 seu trabalho recebe da crítica especializada uma atenção especial por se tratar de temas sempre voltados para as questões estéticas, sociais, éticas e humanas.

“Pintor surrealista em 1966, poeta/processo a partir de 1967, Falves Silva, em apenas dez anos de atividades experimentais no interior de uma forte especulação (anti)literária, conseguiu se firmar como um dos maiores produtores contraculturais brasileiros do momento. Seus poemas e sua lucidez crítica e produtiva colocam-se no centro da vanguarda a mais militante possível, entre nós, de Anchieta Fernandes a J. Medeiros, de Dailor a Wlademir Dias-Pino. (…) E Falves Silva é um produtor, com os olhos voltados para o alcance (estético) da produtividade, seja em sua vertente formalista, seja em sua vertente estrutural. (…) Falves Silva é um produtor, repitamos: ele não ‘cria’ poemas, o que seria cair no vício humanista da ‘criação’ idealizada segundo padrões acadêmicos; ele produz poemas, o que implica a materialização de linguagens que existem dentro de um contexto social determinado. O poema, materialmente proposto, tem uma vigência histórica que é também cultural.” (Moacy Cirne, poeta)

fonte: [catálogos do artista]

Buscar outros artistas

Log in with your credentials

Forgot your details?