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Foto de Rodolfo Athayde
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Circo Garcia, óleo sobre tela, 96x124cm, 1954

Hermano José

Hermano José Guedes
Caiçara-PB, 1922. Vive e trabalha em João Pessoa.

Pintor, desenhista e gravador. Inicia-se no desenho e pintura no Curso Primário de Tércia Benevides e no Lyceu Paraibano, com Olívio Pinto. Na década de 1940 conhece José Lyra que o orienta nas técnicas de pintura, participando com ele da criação do Centro de Artes Plásticas da Paraíba-CAP, onde ensina Desenho e pintura. Em 1950 é premiado pelo Correio das Artes, colaborando como ilustrador. Ganha Medalha de Prata no II Festival de Teatro em Natal. É indicado pelo MNBA, quando da exposição I Século da Pintura Brasileira, para Bolsa na Europa. Em 1956 transfere-se para o Rio onde freqüenta os cursos de Pintura do MAM [Ivan Serpa], e de Gravura no Liceu de Artes de Ofício. Em 1959 ganha Bolsa para Curso de Gravura no MAM [Joannhy Friedlander e Edith Bering]. Expõe no Salão de Arte Moderna e na Bienal de São Paulo (1960). Prêmio de Melhor Gravador do Ano ( Galeria Picola/Instituto Italiano de Cultura, 1963). Expõe no Instituto Brasil-Estados Unidos, participando da mostraGravura Brasileira (Japão, Europa, América Latina e Estados Unidos). Possui gravura no acervo do Museu Metropolitano de Nova York. Em 1975 é convidado para expor na Embaixada do Brasil em Roma. Volta a Paraiba, convidado pelo governador Ivan Bichara para criar o Museu de Arte do Estado, sendo nomeado assessor cultural. Passa a lecionar no Departamento de Artes da UFPB, presidindo a comissão encarregada de implantar a Pinacoteca da Universidade. Faz parte do Conselho do IPHAEP. Participa de festivais de arte na cidade de Areia-PB, como coordenador e no I Festival de Arte de Cajazeiras. Por ocasião da ECO 92, participou da IV Exposição de Arte Bikoo/Ten – Rio 92. Dirigiu o Departamento Cultural da Prefeitura de João Pessoa (1993-96), quando presidiu a Comissão de Implantação da Lei Viva Cultura, com a criação da Funjope, dirigindo o Departamento de Ação Cultural. Recebeu o título de Comendador do Instituto Histórico e Geográfico do Estado da Paraíba. É citado em várias publicações culturais, tais como: Los pintores contemporâneos (Editora Gustavo Gilli, Barcelona, 1963); Dicionário brasileiro de artistas plásticos (INL, 1973); Grande Enciclopédia Delta Larousse(1974); Cronologia das artes plásticas no Rio de Janeiro: 1816-1994 (1994); Gravura brasileira hoje: depoimentos (Edição Oficina da Gravura, Sesc Tijuca, 1996). Em 1998 participa da mostraCentro de Artes Plásticas da Paraíba: 1946-59 (NAC/ UFPB) e faz mostra individual na Sala Funjope. Atualmente, dedica-se ao desenho e à ecologia. Ao se referir aos mais de cinqüenta anos dedicados à cultura da Paraíba, o professor, Gabriel Bechara Filho, assim se reporta, no livro que faz registro da sua trajetória artística:

“Podemos observar, de forma retrospectiva, a presença de Hermano José na Paraíba a partir de um tríplice enfoque: o do artista plástico, agente cultural e militante ecológico. Essas três dimensões interagem entre si, pois possuem a arte e a vivência pessoal do artista como canais de comunicação.”

fonte: [catálogo I Arte atual paraibana, Funesc, 1988; outros catálogos]

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