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Arquivo NDIHR/Governo da Paraíba

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Arquivo NDIHR/Governo da Paraíba

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Caricatura, por Carlos Drummond de Andade

José Simeão Leal

Areia-PB, 1908 – Rio de Janeiro-RJ, 1996.

Administrador cultural, diplomata, crítico de arte (ABCA/AICA), jornalista, médico, colecionador, artista plástico. Graduação em Medicina (Universidade do Rio de Janeiro, 1936). Entre 1947-55 é diretor do Serviço de Documentação do MEC, onde dirige e publica as revistas Cultura, Arquivos, as coleções Cadernos de Cultura, Vidas Brasileiras, Letras e Artes, Teatro e outras publicações culturais. Em 1950 começa a desenhar como hobby. Comissário do Brasil na XXV Bienal Internacional de Veneza. Em 1951 torna-se membro da AICA e é encarregado de organizar a mesma instituição no país (ABCA). Comissário da exposição retrospectiva Elyseu Visconti (II Bienal de São Paulo, 1953). Delegado do Brasil nas conferências da Unesco (Paris/França e India, 1951-1960). Entre 1962-63 é o coordenador das atividades culturais da Secretaria de Educação e Cultura (Governo Carlos Lacerda), onde dirige a Comissão de instalação da Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI). Adido Cultural da Embaixada do Brasil no Chile (1967-68). Diretor e fundador da Escola de Comunicação (UERJ, 1971-75). Diretor-Secretário e Coordenador Cultural do Museu de Arte Moderna (Rio de Janeiro, 1981-82). Realiza exposição com Tunga e Sérgio Camargo (Galeria Saggitario, Veneto/Itália, 1981). Exposição individual na FESP (Rio de Janeiro, 1984). Colaborador do número especial sobre arquitetura brasileira (revista L’Architecture D’Aujour D’Hui, Paris/França, 1984). Em 1997 oIV Fenart (Funesc/Governo da Paraíba) lhe rende homenagem com exposição retrospectiva e seminário.

“Em respeito à sua memória e à sua vontade, o Governo da Paraíba, em 1996, logo após a sua morte, na gestão José Maranhão, o acervo de Simeão foi transferido para a Paraíba e hoje dele pode se servir professores, estudantes, pesquisadores, gerando, inclusive teses acadêmicas, como a produzida pela Profª Bernardina Freire (Depto. de Ciências da Informação /UFPB), junto ao programa de pós-graduação em Letras (UFPB), na área de memória e produção cultural, que, certamente revelará ao mundo a verdadeira face desse grande brasileiro, através do estudo intitulado Escrita da intimidade: a produção cultural de José Simeão Leal.” (Chico Pereira, ABCA)

“José Simeão Leal, paraibano, alto, magro, totalmente calvo, olhos amendoados por trás dos óculos arredondados, bigode ralo tombado aos cantos, suas marcas registradas eram a indefectível gravata borboleta, um inseparável cachimbo e bem no cocuruto, uma protuberância responsável, segundo os amigos pela sua viva inteligência. Pode-se acrescentar a essas características, um olhar sereno, meigo, contraditoriamente temperamental, curioso e de uma simpatia inigualável, capaz de conquistar fortes amizades com vários artistas e intelectuais, a exemplo de Santa Rosa, Carlos Drummond de Andrade, Rachel de Queiroz, Sergio Milliet, Flávio de Aquino, entre outros. Figura determinante no âmbito da produção, circulação e divulgação das obras de escritores e artistas brasileiros, Simeão foi um divulgador da cultura brasileira, lançando escritores, editando obras enquanto esteve à frente do Serviço de Documentação, do antigo Ministério de Educação e Saúde, período que durou quase 19 anos. Em certo sentido, ele iniciou no Brasil o movimento editorial no campo público, ou seja, um universo de intricados meandros, de labirintos oníricos. Entrevê-se, assim, o lugar ocupado por Simeão Leal no campo das letras, das artes, da cultura, enfim, no campo intelectual e artístico brasileiro.”

“Sua arte, vinda a público nos idos de 1950, projetava-se solitariamente, revelando entre linhas sinuosas, desenhos, colagens e pinturas de cores mistas, em tons avermelhados e fortes, empregando materiais diversificados, vanguardista de uma estética contemporânea. Um Simeão múltiplo, de fantasia solta, frutíferas em formas cinéticas, ilusionistas, que possibilitam túneis infinitos em espaços inquietantes. Sua obra, como afirmou seu amigo Flávio de Aquino, ‘são frutos do matemático poeta’.” (Profª Drª Bernardina Freire, UFPB)

fonte: [Arquivo Galeria Archidy Picado, Funesc]

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