Instituições

AAPP-PB

Fundada no início dos anos 1980, a Associação dos Artistas Plásticos Profissionais da Paraíba-AAPP/PB, significou uma retomada pela existência de uma entidade que abrigasse os artistas plásticos que atuavam na cidade nesta época. Apesar da vida curta, chegou a organizar diversas atividades para seus sócios, como exposições, oficinas e cursos. Dentre seus dirigentes, destaque para os artistas Chico Dantas, Marlene Almeida, José Altino, Fred Svendsen e Unhandeijara Lisboa.

Agência Ensaio

Aesp001 Ong Agência Ensaio – Fotoarquivo, Fotojornalismo e Documentação começou a funcionar em abril de 1995, com a união dos fotógrafos Ricardo Peixoto, Marcos Veloso e Mano de Carvalho. Suas principais atuações são o Projeto Lambe-Lambe de Fotografia(já em sua 15ª edição, 2010), as diversas expedições fotográficas realizadas para cidades do interior da Paraíba, além de outras atividades de interesse sócio-cultural. No início, funcionou na Praça Rio Branco, Centro Histórico, e hoje está instalada em Jaguaribe [rua Alberto de Brito, nº 895], sendo coordenada apenas pelo fotógrafo Ricardo Peixoto.

Arte atual paraibana

Pesp002romovido pelo Governo do Estado, através da Funesc, reuniu em duas exposições (1988 e 1990), a maioria dos artistas plásticos paraibanos ocupando com suas obras toda a extensão do Mezanino I do Espaço Cultural José Lins do Rego. Tinha entre seus organizadores, comandados pela presidente da Funesc, Giselda Navarro Dutra, os artistas Arthur Cantalice, Chico Dantas, Chico Ferreira, Fred Svendsen e Dyógenes Chaves, e este, anos mais tarde, assumiu a coordenação de artes plásticas da Funesc (1993-2010). Para atingir objetivos de divulgar a produção paraibana noutros centros, foram convidados artistas, críticos de arte e jornalistas de todo o país: Ana e George Racz, Alberto Beuttenmuller, De Lima Medeiros, Justino Marinho, Paulo Klein, Reinaldo Roels, Pierre e Solange Chalita, Celso Marcone, Paulo Cheida Sans, Oswald Barroso, entre outros. O evento ocorreu, na verdade, após reivindicação da comunidade artística local frente à mega exposição Arte atual de Berlim (com artistas contemporâneos alemães, em 1987), e sua realização mostrava a capacidade de, a Paraíba, também poder realizar um grande panorama de sua produção em artes plásticas. Mais de 100 artistas plásticos, entre convidados e selecionados, participaram das duas mostras, que se seguiram de debates e seminário.

Associação de Artistas Plásticos da Paraíba

esp003Formada a partir do grupo Ateliê 16, A Ong Associart foi criada em 2001 e passou a funcionar nas dependências da Funesc. Entre seus principias projetos estão o Festival de Artes Visuais da Paraíba-FAVI (da programação oficial da cidade) e a organização de exposições e oficinas de artes plásticas para seus sócios. Do grupo inicial fazia parte as artistas Lúcia França, Berta Klüppel, Fran Lima, Evanice Santos, Josineide Fonseca, Ana Lúcia Pinto, Célia Romeiro, Célia Araújo, Fátima Queiroga, Nadja Lacerda e Rosália Filizola. O artista Dadá Venceslau é o atual presidente e a entidade possui cerca de 70 sócios e ainda continua instalada no Submezanino do Espaço Cultural José Lins do Rego.

Associação Le Hors-Là/Paraíba

Encontro entre artistas franceses e brasileiros, Funesc, 1994

A Ong Associação Cultural Le Hors-Là é uma sociedade de direito civil, sem fins lucrativos, fundada em 1995 por artistas visuais e intelectuais paraibanos. Sediada em João Pessoa, tem como principal objetivo o intercâmbio cultural França-Brasil nas artes visuais, ação proposta desde 1992 – que, no início, teve o apoio da crítica de arte, Risoleta Córdula – com a mostra Recontre des deux mondes, de artistas brasileiros e franceses, inaugurada em Marselha e que percorreu, no ano seguinte, 10 capitais brasileiras. No Brasil, o representante da Association Culturelle Le Hors-Là (Marselha/ França), Raul Córdula, tratou de incentivar viagens de estudo e exposições com a participação de artistas brasileiros na França para desenvolverem programas de estudo em escolas de arte ou mostras em espaços culturais. Desde sua criação, já empreenderam viagem à França, os artistas: Raul Córdula, Rodolfo Athayde, Jussara Salazar, Otávio Maia, Edilson Parra, Luiz Barroso, Dyógenes Chaves, Chico Pereira (presidente), José Patrício, Rosilda Sá, Sidney Azevedo e Alexandre Nóbrega; os fotógrafos Marcos Veloso, Henrique Magalhães e Bertrand Lira; o cineasta Zenildo Barreto; e a bibliotecária Maria Débora Chaves. Da França, estiveram na Paraíba, os artistas: Catherine Kieffer, Patrícia Prunelle, Silvie Pic, Jenny Millot, Olivier Rolin, Koki Watanabe, Corine Viccari, Isabele Borme, Angelique Boudet, Serge Huot, Didier Tisseyre, Marc Boucherot, entre outros.

Centro Cultural de São Francisco

esp008De 1979 a 1989, o conjunto arquitetônico barroco formado pelo Convento de Santo Antônio e a Igreja de São Francisco passou por ampla restauração, sendo reaberto em 1990, como Centro Cultural de São Francisco, em homenagem aos padres franciscanos que o construíram e, por três séculos, o mantiveram. Atualmente, abriga acervo de arte popular brasileira – Brasil, arte popular hoje, por intervenção de Lélia Coelho Frota, do IPHAN – com mais de 2.000 peças que compõem um retrato do artesão brasileiro. Entre 2000-2005, manteve, sob a curadoria de Rosires Andrade e Hugo Peregrino e a coordenação do Padre Ernando Carvalho, o projeto Artes Visuais, de ocupação de algumas de suas salas, incluindo ação educativa, que abrigou mostras significativas de artistas contemporâneos brasileiros: Gil Vicente, Divino Sobral, Alice Vinagre, José Rufino, José Patrício, Rosilda Sá, José de Quadros, entre outros.

Centro de Artes Plásticas da Paraíba – CAP

esp006O CAP, entidade privada nascida inicialmente sob o nome de Centro de Artes Plásticas Pedro Américo, em 1946, tinha como objetivos, além de oferecer aulas de pintura, congregar todos os artistas locais, dando-lhes estímulo e apoio, criar um atelier, realizar exposições coletivas anuais e promover mostras de artistas convidados. Era na verdade um misto de associação de artistas plásticos e escola informal de arte, onde também circulavam poetas e intelectuais. Participaram desta concepção, Olívio Pinto, Geraldo Moura, Oswaldo Muniz, José Macedo, João Pinto Serrano, José Lyra e José Tinet, sendo o conselho diretor constituído, inicialmente por Olívio Pinto, João Pinto Serrano e José Lyra, e secretariado por Edésio Rangel. Nos estatutos da fundação da entidade em 1947 constavam, entretanto, os artistas Leon Clerot, José Lyra, Edésio Rangel, Geraldo Moura, Hermano José Guedes, João Batista de A. Pinto, José Tinet, José Castor do Rego, Elcir Dias, João Pinto Serrano, Olívio Pinto e Demócrito de Castro e Silva. Funcionou na rua Peregrino de Carvalho, n° 146.

Centro de Artes Visuais Tambiá – CAVT

Marlene Almeida no CAVT, 1998

Criado em 1994 pela família Almeida (Antônio Augusto, Marlene Almeida e José Rufino), o CAVT funcionou até 2000 no casarão nº 52, da Praça da Independência [onde, hoje, é a Casa do Artista Popular], em Tambiá, centro da cidade. Tinha objetivos de oferecer cursos e workshops de arte contemporânea, seminários, exposições e intercâmbio com artistas e instituições do país e do exterior (Alemanha, Suíça e França). Dentre os professores que atuaram no CAVT estão os artistas Flávio Tavares, José Rufino, Dyógenes Chaves, Alice Vinagre, Rosilda Sá, Chico Ferreira e Marlene Almeida. Vários workshops e palestras foram ministrados por curadores e artistas como Tereza de Arruda, Bené Fonteles, Ana Cláudia Assunção, Érika Stummer-Alex, Sibylle Badstubner, Stefan Halbscheffel (Freie Kunstchule Berlin), Dadi Wirz e Krassimira Drenska, entre outros.

Clube da Gravura da Paraíba

Logomarca, xilo, por Domingos Sávio

Fundado em outubro de 1984, no bairro de Jaguaribe, pelo multiartista Unhandeijrara Lisboa (seu primeiro presidente), e com a adesão de Walter Galvão, Martinho Campos, Pedro Osmar, Noel Santos, Domingos Sávio, Vladimir Carvalho, Manoel Clemente, Félix Galdino, Alfonso Bernal, Fábia Lívia de Carvalho, Gláucio Figueiredo, Arthur Cantalice, Dyógenes Chaves, Elpídio Dantas, Régis Cavalcanti, Alcides Ferreira, Marconi Édson, Nivalson Miranda, Pádua Belmont e Tom Paiva, além dos artistas pernambucanos Daniel Santiago, Paulo Bruscky, Sílvio Hansen e Marcos Cordeiro. A ideia do grupo difere dos conhecidos clubes de gravura: optou-se por algo que não fosse apenas um grupo social de artistas e sim um laboratório de interesse nas novas linguagens gráficas em harmonia com os antigos processos tradicionais da gravura, e uma oficina/laboratório de experimentação gráfica. Tornou-se espaço para exposição e discussão sobre a gravura, com ações de vanguarda, seja na área político-ideológica ou técnica (computador, fax, xerox, mail-art, vídeoarte, poema processo, poesia visual, livrobjeto, livro de artista etc.). Unhandeijara Lisboa é o atual presidente.

Equipe 3

Chico Pereira. Foto de Eládio Barbosa, 1967

Em 1967, em Campina Grande, o grupo Equipe 3 é criado pelos jovens artistas Eládio Barbosa, Anacleto Elói e Chico Pereira, e passa a movimentar a cidade com ações de vanguarda –hapennings – até então inéditas na cidade. Entre dezembro de 1967 e fevereiro de 1968, o Equipe 3 realizou uma viagem “de caráter artístico-cultural que possibilitaria uma melhor compreensão da arte brasileira e internacional”, visitando a II Bienal Nacional da Bahia, oSalão de Belas Artes de Belo Horizonte, as cidades coloniais de Minas Gerais, os Salões de Arte Moderna do Rio de Janeiro e de Brasília, e a Bienal Internacional de São Paulo. Realizou várias exposições e happenings na cidade de Campina Grande nos anos 1960-70.

Escritório de Arte da Paraíba

Sob a coordenação da marchand Suzete Forte, funcionou em sua residência do bairro dos Estados entre o final dos anos 1980 e meados da década de 90. Realizou diversas exposições individuais e coletivas de artistas paraibanos: Bruno Steinbach, Elpídio Dantas, Alberto Lacet, Chico Ferreira, Mirabeau Menezes, Clóvis Júnior, Fábia Lívia de Carvalho, entre outros.

Falcone Arte e Objetos

Durante quatro anos funcionou no Retão de Manaíra, em prédio moderno, e sob a orientação domarchand e colecionador Fernando Falcone. Sua exposição inaugural, em 1995, teve a participação dos artistas Alexandre Filho, Alberto Lacet, Alice Vinagre, Chico Ferreira, Chico Pereira, Dyógenes Chaves, Flávio Tavares, Ivan Freitas, Marlene Almeida, Raul Córdula, Rodolfo Athayde e Rosilda Sá.

Festival Nacional de Arte – Fenart

esp011Criado em 1994 por iniciativa do presidente da Funesc, José Antônio de Alcântara, o Festival Nacional de Arte-Fenart (já em sua 13ª edição, 2010) tinha como principal objetivo agregar todas as manifestações da arte e cultura em um mesmo local, só possível em função das condições técnicas e físicas do Espaço Cultural José Lins do Rego, obra de Sérgio Bernardes e edificado graças ao empenho do então governador Tarcísio Burity, e que, com seus 52.000 m², abriga a Galeria Archidy Picado, Museu José Lins do Rego, Biblioteca Juarez Batista, Cinema Bangüê, Teatro Paulo Pontes, Teatro de Arena, além de auditórios e amplos mezaninos. Em todas suas edições, a programação de artes plásticas do Fenart homenageou diversos artistas plásticos – Simeão Leal, Jackson Ribeiro, Raul Córdula, José Lyra, Archidy Picado – e realizou cinco mostras bienais de Desenho e de Gravura.

Foto Clube da Paraíba

O fotoclubismo paraibano surge da mobilização de um grupo de fotógrafos, na sua maioria amadores, que via na fotografia um meio de expressão artística. Foi fundado oficialmente em maio de 1953 e funcionou, por mais de dez anos à rua Visconde de Pelotas, nº 149, centro da cidade (prédio que hoje abriga a Associação Paraibana de Imprensa-API). Tinha em seus quadros, associados pertencentes a uma elite econômica. A maioria não tinha a fotografia como profissão e, sim, como um hobby através do qual pretendia desenvolver suas habilidades artísticas. O clube se constituiu como forma de reunir amantes e aficionados da fotografia para sua discussão e prática, tal um clube de amadores. Nos primeiros anos de sua existência, o Fotoclube não dispunha de equipamentos e/ou infraestrutura própria para a realização de trabalhos de laboratório, recorrendo frequentemente aos laboratórios de profissionais estabelecidos na cidade. Alguns deles, José Lyra, Aguinaldo Estrela e Falmar Falcão, de prestígio reconhecido, eram integrantes do clube.

Fundo de Incentivo à Cultura-FIC Augusto dos Anjos

esp012Instrumento que possibilita ao Governo do Estado da Paraíba investir em projetos culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas, interessadas em fomentar e estimular a produção artística e cultural da Paraíba. Instituído pela Lei nº 7.516 (24/12/2003), o FIC Augusto dos Anjos já aprovou 178 projetos, em um total de mais de sete milhões de reais, recursos, estes, do  tesouro estadual, de auxílios e/ou contribuições oriundas de organismos públicos e privados, transferências decorrentes de convênios e acordos, doações de pessoas físicas e jurídicas, e de 5% dos resultados líquidos da Lotep. A Comissão Técnica de Análise de Projetos-CTAP avalia e seleciona os projetos inscritos no FIC Augusto dos Anjos, que é administrado pela Sub-secretaria Executiva da Cultura.

Fundo Municipal de Cultura-FMC

hist32Criado em 2001 pela Prefeitura Municipal de João Pessoa através da Lei 9.560 (03/12/2001), o Fundo Municipal de Cultura substituiu a antiga Lei Viva Cultura, de incentivos fiscais, após análise de certo esgotamento no mecanismo anterior. Criada para dinamizar a produção cultural da capital, vem, desde esta época (com algumas interrupções), destinando recursos financeiros (até 3% da receita da PMJP) para atender projetos, individuais e coletivos, em todas as áreas artístico-culturais produzidos em João Pessoa.

Galeria Artenossa

Inaugurada em 1984, funcionou por 5 anos em uma loja na avenida N. Srª dos Navegantes (Tambaú). Depois, mudou-se para a residência de sua proprietária, a marchand e professora Maristela Mendonça, na rua João Franca, nº 513, Manaíra. Na década de 80 promoveu as primeiras mostras de artistas mulheres na cidade, e organizou várias coletivas de artistas paraibanos em Natal, Rio de Janeiro (parceria com a Shelly Galeria de Arte), e em Tessalônica (Grécia). Trabalhou com os artistas locais: Chico Ferreira, Elpídio Dantas, Gláucio Figueiredo, Chico Dantas, Margarete Aurélio, entre outros. Encerrou suas atividades em 2002.

Galeria Batik

Sob a coordenação das arquitetas Conceição Serra e Madalena Zaccara, a galeria também “reunia design de interiores, um escritório de arquitetura, um espaço expositivo para a produção artística, em sua maioria local, e arriscava-se no multiculturalismo investindo na arte dita erudita e no universo da cultura popular com a comercialização de obras de artistas/ artesãos nordestinos” (ZACCARA, 2009). Entre os artistas que apresentaram mostras individuais, estavam: Raul Córdula, Roberto Lúcio, Flávio Tavares, José Altino, Marcos Pinto, Miguel dos Santos, Régis Cavalcanti, Chico Pereira, Tota, José Lucena e Maria dos Bichos. Funcionou a partir de 1977, inicialmente na rua Silvino Lopes, em Tambaú (residência de Conceição Serra), e logo depois, na avenida Cabo Branco, nº 2824, até 1979.

Galeria Gamela

esp014Fundada em maio de 1980 pelo casal Roseli e Altemir de Brito Garcia. Sua primeira sede foi na rua Desembargador Souto Maior, numa casa com forro de madeira em forma de gamela, daí a origem do nome. Habitou esse endereço apenas três meses. Logo após, tornou-se residente da rua Almirante Barroso, nº 144,Centro, na margem leste do coração da cidade, imediações da Lagoa, próximo ao Parque Solon de Lucena, onde, num casarão antigo do início do século passado, permanece até hoje. Seu espaço tem abrigado também reuniões de artistas e cursos de arte oferecidos para a comunidade em geral, como abre espaço para lançamentos de livros e visitas guiadas com estudantes da cidade. Em 2009 inaugurou filial em Tambaú.

Grupo Grilo

Criado em 1999 por ex-alunos do CAVT, os artistas Alena Sá, Neuma Sales, Antonio Melo Coutinho, Eimar Fernandes, Hilda Andrade, Noemi D’Ávila e Everaldo Alves, funcionou em seguida no 1º andar do prédio nº 47, na Praça Antenor Navarro, Centro Histórico. Outros artistas e juntaram ao grupo, como: Claudia Tejo e Euba de Castro. O nome Grilo surge “do desejo de fazer arte a qualquer custo e, nada melhor que a ideia de um bichinho que tem seu canto insistente e simboliza a intenção do grupo.”, diz Eimar Fernandes. O espaço, além de ateliê, era também dedicado a exposições e aulas de pintura, com a artista e professora Alena Sá. Em 2005, por dois anos, funcionou em um prédio na avenida Ruy Carneiro.

Grupo Jaguaribe Carne

esp015Criado em 1974 no bairro de Jaguaribe (daí o nome), sob a orientação dos artistas multimídia Pedro Osmar e seu irmão Paulo Ró. Sempre atuou com a fusão de linguagens (artes visuais, teatro, poesia, artes gráficas e música) e com a pesquisa e laboratório de sons da world music, fundindo-a com a expressão e riqueza do folclore brasileiro e nordestino. O grupo é criador de movimentos culturais como: Coletiva de Música (1976), Musiclube da Paraíba(1981), Movimento de Escritores Independentes (1984), Casas Populares de Cultura, além de ter criado o projeto Fala Bairros (arte-educação comunitária), em 1982, a partir do bairro de Jaguaribe.

Made in Paraíba

esp016Criado em 1998 por jovens desenhistas fãs de HQ, iniciou seus trabalhos produzindo fanzines em João Pessoa. Em 2000 participa do projeto A União em Quadrinhos, em que produzia HQs distribuídas mensalmente encartadas ao jornal A União. No mesmo ano, convidados por Mike Deodato, participam de palestra ministrada por David Campit, diretor da Glasshouse Graphics, agência que representa artistas brasileiros no mercado norte-americano de HQs. A partir desta palestra, os membros do estúdio procuraram aprimorar seus trabalhos com a intenção de se profissionalizar. Incentivados por Henrique Magalhães, Shiko, Deodato Borges e Mike Deodato, o grupo começou a ganhar espaço no cenário da HQ paraibana e a participar de eventos como: Mostra Zine, SAMAP, SNAP e Fenart. Em 2004, a convite da Funesc, organiza cursos de desenho de HQ para jovens de escolas públicas. É formado por Janúncio Neto, Jackson Herbert, Raoni Xavier e Izaac Ramon, e funciona no Espaço Cultural José Lins do Rego.

Moara

A partir de uma ideia lançada em 2009, a Cooperativa de Atividades Culturais da Paraíba-Moara, foi instalada no bairro de Miramar, em fevereiro de 2010, pelos artistas Lúcia França, Archidy Picado Filho, Raísse Herculano, Francc Neto, Lili Brasileiro, Evanice Santos, Dadá Venceslau, Aída Martins, Antônio Labas, Arthur Cantalice, Cejane Ramos, Celso Delena, Daniela Gomes, Danielle Travassos, Diana Celestino, Elane Teles, Glória Pordeus,  Jackson Cristiano, Maria José Porto, Martinho Campos, Marta Penner, Maurílio Estrela, Nenê Cavalcanti, Prince Daniele, Rachel Gomes, Roberta Xavier, Robson Xavier, Sayonara Brasil e Tito Lobo. Através de convênios e parcerias com entidades público e privadas realiza projetos sócio- culturais, além de funcionar como espaço de formação e exibição de artes plásticas.

Museu de Arte Assis Chateaubriand-MAAC

Museu de Arte Assis Chateaubriand

Criado inicialmente com o nome de Museu Regional de Arte Pedro Américo, hoje Museu de Arte Assis Chateaubriand-MAAC, foi inaugurado em  outubro de 1967, um ano depois que o empresário e jornalista paraibano Assis Chateaubriand, criador e patrocinador da Campanha Nacional de Museus Regionais, decidiu instalar um museu em Campina Grande, importante pólo de desenvolvimento no Nordeste. O professor Pietro Maria Bardi, do MASP, visitou Campina Grande para sondar as condições que a cidade teria para receber o museu. Desde então nascia um forte interesse por parte da comunidade local, tendo à frente Drault Ernany e Edvaldo do Ó, este, Reitor da recém criada Fundação Universidade Regional do Nordeste-Furne, que destinou o espaço – prédio onde funcionava a reitoria, centro da cidade, na rua Floriano Peixoto, nº 718 – e os seus serviços para abrigar o museu e seu acervo, composto de excelente coleção de artistas modernistas e neoclássicos: Pedro Américo, Aurélio Figueiredo, Eliseu Visconti, Rodolfo Amoedo, Porti-nari, Di Cavalcanti, Anita Malfatti, Lasar Segall, Tomie Ohtake, Ivan Serpa, Franz Krajcberg, Axl Lescoschek, Santa Rosa, Oswaldo Goeldi, Antonio Dias, entre outros. Em 1976 passou a ocupar espaço adequadamente projetado para suas atividades, no Parque do Açude Novo. Nos anos 2000, voltou ao seu primeiro endereço. Os artistas Raul Córdula e Chico Pereira foram seus primeiros diretores, vindo em seguida Robério Maracajá, Sebastião Duarte e Mariene Braz Cavalcante. Em 1993 foi lançado um catálogo com o acervo de obras de arte e objetos pertencentes ao Museu.

Núcleo de Arte Contemporânea-NAC/UFPB

Lynaldo Cavalcanti, Antonio Dias e Mário Pedrosa. Inauguração do NAC/UFPB, 1979

Em 1977, em seminário promovido pela UFPB no MAAC com a participação de vários artistas, entre estes Antonio Dias e Chico Pereira, e o teórico Paulo Sérgio Duarte, foi lançada a proposta de criação de um núcleo de artes plásticas na universidade. A ideia de núcleos de extensão e pesquisa ganhou corpo na UFPB no reitorado de Lynaldo Cavalcanti que, através da PRAC (coordenada por Iveraldo Lucena), rediscutiu ações concretas em relação às questões sociais. O NAC iniciou formado por um conselho interdisciplinar, uma coordenação e uma equipe técnica. Seu principal objetivo era atingir o público, segundo Raul Córdula, “não exatamente o público de galeria de arte, compradores, colecionadores e decoradores, mas o público da arte mesmo, do fenômeno artístico como signo de conhecimento, objeto de fruição e fato cultural.” As presenças prestigiosas de Antonio Dias e Paulo Sérgio Duarte deram importância nacional ao NAC.

Raul Córdula, Chico Pereira, Silvino Espínola e Anna Maria Maiolino. NAC/UFPB, 1980

Daí, em pouco tempo, foram realizadas exposições e instalações, palestras e seminários, participação em encontros e reuniões nacionais sobre arte e política cultural. Além dos trabalhos efetuados na área da extensão, o NAC também fez pesquisa: A estética da casa e seus objetos (Paulo Sérgio Duarte), Ingá (Raul Córdula). Dentre as ações, destaque para a presença de artistas nacionais como Paulo Klein, Anna Maria Maiolino, Marcelo Nietsche, Tunga, Cildo Meireles, Alípio Barrio, Miguel Rio Branco, Claudio Tozzi, Paulo Roberto Leal, além dos paraibanos Breno Mattos, Chico Pereira, Roberto Guedes, Antonio Gualberto, Luiz Bronzeado, Roberto Coura, José Nilton da Silva e Manoel Clemente. Foram produzidos os livros de artista Fac-símile(Alípio Barrio), Ele não acha mais graça no público das próprias graças (Antonio Dias), e os livros Os anos 60: revisão das artes plásticas na Paraíba (Chico Pereira e Raul Córdula, Funarte/UFPB),Almanac (Funarte/UFPB), entre outras publicações.

Exposição Integração 275, NAC/UFPB, 2008

Os artistas Chico Pereira e Raul Córdula foram seus dirigentes até 1984. A partir de 1986, após reforma no prédio, assumiram como coordenadores, Alfonso Bernal, Gabriel Bechara e Maria José Vasconcelos. Nos últimos anos, vem sendo orientado pelos professores Marta Penner e Marco Aurélio Damasceno. Em finais de 2008 foi realizado o projeto NAC 30 anos: sobrevivendo nas Trincheiras [Edital Rede Nacional Funarte Artes Visuais], no NAC e na Usina Cultural Energisa (Fundação Ormeo Junqueira Botelho).

Pinacoteca da UFPB

Biblioteca Central/UFPB, João Pessoa

Criada em 1987, graças ao esforço de um grupo de professores, técnicos e artistas plásticos, com o propósito de preservar e intensificar a divulgação da produção cultural na universidade, por meio da formação de acervo, de banco de dados e pesquisa, além de atuar como veículo de promoção cultural e pedagógica, com exposições, cursos, palestras, debates e seminários sobre artes visuais, direcionadas não apenas aos membros da UFPB, mas também à comunidade paraibana. As obras deste acervo já existiam na UFPB, porém, encontravam-se dispersas em vários setores, e em alguns casos, em locais inadequados. Atualmente, o acervo é composto de cerca de 200 obras entre gravuras, desenhos, pinturas e esculturas de artistas locais e, em sua maioria, produzidas entre os anos 1970-1990. Funciona, desde sua regulamentação, em espaço provisório no segundo pavimento da Biblioteca Central (Campus I, João Pessoa). Entre os artistas que compõem o acervo estão: Hermano José, Raul Córdula, João Câmara, Sérgio Lucena, Flávio Tavares, José Lyra, Olívio Pinto, Chico Pereira, Sandoval Fagundes, Fred Svendsen, entre outros. Coordenada pela Profª Drª Lívia Marques.

Rede para o movimento de artistas visuais

Intervenção de Nathalie Wetzel (projeto Laboratoire). Pavilhão do Chá, João Pessoa, 1998

A Ong REDE é uma sociedade de direito civil, sem fins lucrativos, fundada em 1997 por artistas visuais paraibanos, sediada em João Pessoa, com objetivos de representar interesses destes membros junto às instituições fomentadoras de cultura no país e exterior, bem como organizar eventos culturais e realizar projetos de intercâmbio artístico internacional, especialmente na área das artes visuais. Foi responsável pela idealização e organização, na Paraíba, do projetoLaboratoire (João Pessoa, 1998), de intercâmbio entre artistas suíços, franceses e brasileiros, em parceria com instituições internacionais, com destaque para a Fundação Pro Helvetia, da Suíça, e que teve os artistas Fábia Lívia de Carvalho e Martin Cleis (suíço), como os principais incentivadores para a realização deste projeto. Fazem parte da entidade os artistas: Raul Córdula, José Rufino, Marlene Almeida, Rodolfo Athayde, Dyógenes Chaves (presidente), Alice Vinagre, Roberto Guedes Arnaud, José Patrício, Murilo Campelo, Fabiano Gonper, Bertrand Lira, Henrique Magalhães e Chico Pereira.

Salão dos Novos Artistas Paraibanos-SNAP

Este Salão é uma iniciativa do Sesc João Pessoa desde 1987, quando estava à frente do Setor Cultural do Sesc, o jornalista Chico Noronha. E, mesmo com poucos recursos financeiros, além das precárias condições de exibição e organização, tem-se constituído como o mais importante evento voltado a abrigar e discutir a produção dos “novíssimos” artistas plásticos locais. Já foram “lançados” no SNAP, quando ainda eram promessas, alguns dos nossos mais importantes artistas contemporâneos: José Rufino, Mário Simões e Flauberto. Em cada edição, artistas plásticos já consagrados são convidados para palestras e debates, e ministrar oficinas abertas à comunidade. O Salão está em sua 10ª edição (2008).

Salão Municipal de Artes Plásticas-SAMAP

esp023O SAMAP é uma iniciativa da Prefeitura de João Pessoa, através do seu Departamento Cultural/Sedec, e realizou sua primeira edição em 1985. Em 1987 foi transformado em Lei Municipal (Decreto nº 1.635), o que, apesar desta “obrigação” da edilidade, não tem acontecido com freqüência (sua última edição foi em 2003). Em 2006 foi realizada a mostra SAMAP: obras premiadas (Casarão 34, curadoria de Dyógenes Chaves), com uma seleção de obras do Salão. Os artistas Antônio Melo Coutinho, Cristina Câmara, Dyógenes Chaves, Fernando Duarte, Flávio Abuhab, José Altino, José Rufino, Jozildo Dias, Maria Helena Magalhães, Martinho Patrício, Maurise Quaresma, Otávio Maia, Renato Valle, Rodolfo Athayde, Sebastião Sousa, Izidório e Walton Hoffman estão entre alguns dos artistas premiados. Mark Berkovitz, Raul Córdula, Hermano José, Chico Liberato, Heitor Reis, Gabriel Bechara, Denise Mattar, Eudes Rocha Júnior, Sebastião Pedrosa, Paulo Klein, Alice Vinagre, Georges Racz, Carlos Aranha, Walter Galvão, Marco Polo e Roberto Miggoto, foram alguns dos convidados que atuaram nas comissões de seleção e premiação, em suas diversas edições.

Sociedade dos Artistas Plásticos da Paraíba-SAPP

Convite do happening na Sorvelanche 36, João Pessoa,1968

Primeira entidade de artistas plásticos paraibanos, a SAPP foi fundada em 1968 em reuniões com a presença de Raul Córdula (presidente), Miguel Ciavarela, José Altino, José Lucena, Marden Rolim, Breno Mattos, Cleofas Leonam, Manuel Marques e Heidelice Cabral. Tinha objetivos de defender os interesses dos artistas e implantar alguns serviços de promoção das artes plásticas em João Pessoa. Segundo Raul, “era uma associação que ainda portava um formato cartorial, sindicalista, daí seus erros, mas também era uma sociedade de artistas dispostos a dividir com o público suas ansiedades e suas propostas para uma cidade que sofria grande repressão cultural, no governo militar.” Mesmo tendo vida curta, realizou várias exposições e sua principal ação, o happening da Sorvelanche 36 (lanchonete situada na rua Miguel Couto), em que o ator Fernando Teixeira despejou uma lata de esmalte sintético preto na cabeça de um dos jovens norte-americanos que estava no local visitando uma exposição do grupo: uma “agressão” típica do clima de insatisfação que vigorava na época. Outros artistas da cidade participaram das ações do SAPP: Celene Sitônio, Marcus Vinícius, Unhandeijara Lisboa, Régis Cavalcanti, Pontes da Silva, Guy Joseph e Miguel dos Santos.

Usina Cultural Energisa

Usina Cultural Energisa

Inaugurada em maio de 2003, a Usina Cultural Energisa (mantida pela Fundação Ormeo Junqueira Botelho, do grupo Energisa) tem se consolidado como uma das principais instituições culturais da Paraíba, notadamente após a realização do 3° Festival de Cinema de Países de Língua Portuguesa-Cineport (2007). Localizada em área de preservação histórico-cultural em João Pessoa, o espaço funciona em prédio da primeira metade do século XX [rua Juarez Távora, nº 243, Torre). A galeria de arte já abrigou cerca de 50 exposições de artes visuais, produzidas por artistas paraibanos, brasileiros e estrangeiros, dentre estas, as mostras Arte brasileira na Coleção Lily Marinho (2008); Memória das artes visuais na Paraíba – do século XIX à contemporaneidade (seleção dos acervos do MAAC, Pinacoteca da UFPB e da Funesc); e, Hélio Oiticica e Jackson Ribeiro: do neoconcreto à arte pública, (2010), sendo as duas últimas, através de editais da Funarte/MinC/Petrobras. Tem realizado parcerias com outros órgãos: BNB, Itaú Cultural, Funesc, Subsecretaria de Cultura do Estado, NAC/UFPB e Funjope. Artistas locais que já realizaram exposição na Usina: Gustavo Moura, Chico Pereira, Raul Córdula, Rodolfo Athayde, Tota, Alice Vinagre, Alena Sá, Dyógenes Chaves, Fábia Lívia de Carvalho, Célia Araújo, Chico Dantas, Júlio Leite, entre outros. Cleide Barros é a coordenadora da Usina, desde sua criação.

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